O que aconteceria se todas as reservas de petróleo e carvão fossem queimadas?

Como consequência, todos esses gases de efeito estufa gerariam um aquecimento quase cinco vezes superior ao aumento de 2ºC

 

A pesquisa de cenário extremo publicada na revista Nature alertou que, se o mundo resolvesse queimar todas as reservas de combustível fóssil, a vida tornaria-se insuportável diante de um aumento potencial de até 9,5°C na temperatura média global, em relação aos níveis pré-industriais. O Ártico aqueceria ainda mais: 20°C até 2300.

Como o corpo humano, o planeta tem sua temperatura ideal, mas nós, seres humanos, temos interferido bastante no termômetro terrestre por meio do consumo intensivo de combustíveis fósseis. Um aumento de 9,5°C desencadearia secas, enchentes e calor infernais, dificultando a sobrevivência em regiões que já sofrem com eventos extremos, informa matéria de Vanessa Barbosa, da Exame.com.

Segundo a pesquisa, a queima de todas as reservas provadas de petróleo, gás e carvão liberaria o equivalente a 5 trilhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera.

Esse número – que é cerca de dez vezes a quantidade de carbono emitida desde o início da era industrial — seria alcançado ao final do século XXII, se mantivermos os padrões atuais.

Como consequência, todos esses gases de efeito estufa gerariam um aquecimento quase cinco vezes superior ao aumento de 2°C, valor limite definido no Acordo de Paris para evitar os piores efeitos das mudanças climáticas.

De acordo com a ONU, para o mundo ter alguma chance manter o aquecimento global abaixo de 2°C até 2100, o “orçamento” total de carbono que ainda pode ser usado, incluindo o que já foi queimado, equivale a cerca de 1 trilhão de toneladas. Ou seja: dois terços de todas as reservas precisariam continuar enterradas.

Fonte: Disponível em <http://www.ecycle.com.br/component/content/article/38-no-mundo/4559-o-que-aconteceria-se-todas-as-reservas-de-petroleo-e-carvao-fossem-queimadas.html>

Engenheiros inventam bolha de água comestível que pode substituir garrafas de plástico

Skipping Rocks Lab/Reprodução

A esfera, chamada de “Ooho”, foi inventada por um trio de engenheiros em 2014. Recentemente, eles lançaram uma campanha na internet para arrecadar dinheiro e lançar o produto no mercado, o que esperam fazer em até um ano.

Feita a partir de um extrato natural de algas-marinhas, a bolha é biodegradável e,  segundo a equipe da Skipping Rocks Lab, não serve apenas para armazenar água, mas também refrigerante e até cosméticos.

Além de mais sustentável, os desenvolvedores garantem que o material é também mais barato do que o plástico.

 Fonte: Yahoo Notícias, disponível aqui.

Conheça a casa móvel que produz energia própria

casa-movel-produz-propria-energia-solar-eolica (Foto: Divulgação/Ecocapsule)

Já pensou em viajar o mundo sem se preocupar com energia elétrica ou água potável e ainda economizar na hospedagem? Essa casa-móvel, chamada de Ecocapsule, promete tornar o sonho em realidade.

Criada pelo escritório eslovaco Nice Architects, a cápsula é autossustentável. Ela tem 2,6 m² de placas fotovoltaicas e turbinas eólicas de 750 watts instaladas em seu exterior para produzir a própria energia. Além disso, o formato esférico permite que a água da chuva e do orvalho sejam captados, filtrados e armazenados para uso e consumo.

Para garantir que o morador não passe apuros em lugares com pouco sol e vento, a casa tem uma bateria de alta capacidade. O tamanho é outra boa surpresa. Apesar de compacto, o ninho tem cozinha, banheiro (com chuveiro quente e descarga), armário, cama dobrável, uma mesa e abrigar duas pessoas confortavelmente. O transporte pode ser feito por meio de contêiners, navios, aviões ou ser puxado por um carro. E aí, que tal uma nova aventura em um novo país?

casa-movel-produz-propria-energia-solar-eolica (Foto: Divulgação/Ecocapsule)
casa-movel-produz-propria-energia-solar-eolica (Foto: Divulgação/Ecocapsule)
casa-movel-produz-propria-energia-solar-eolica (Foto: Divulgação/Ecocapsule)
casa-movel-produz-propria-energia-solar-eolica (Foto: Divulgação/Ecocapsule)
Fonte: Revista Casa e Jardim, disponível aqui.

ONU estima que mais 20 países se unirão a acordo climático de Paris

 Público presente na COP 21 comemora decisão de aprovação do acordo do clima (Foto:  François Guillot/AFP Photo)Público presente na COP 21 comemora decisão de aprovação do acordo do clima em dezembro de 2015 (Foto: François Guillot/AFP Photo)
Pelo menos 20 países indicaram que irão se unir ao acordo de Paris contra as mudanças climáticas em um evento na Organização das Nações Unidas (ONU) em 21 de setembro, somando-se aos 27 que já o fizeram e criando a esperança de que o pacto irá entrar em vigor até o final de 2016, disseram autoridades da ONU.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, incentivou os Estados a entregarem seus instrumentos de ratificação ou aprovação do acordo de Paris durante evento na quarta-feira.

Líderes cujas nações ainda não estão prontas para se juntar à iniciativa, mas que planejam fazê-lo neste ano, foram convidados a apresentar vídeos expressando seu compromisso, disse Selwin Hart, diretor da equipe de apoio sobre mudança climática do chefe da ONU.

“Quando começamos a ver os países que estão se unindo… ao acordo e os países que irão se comprometer a se unir antes do final do ano, ficamos absolutamente certos de que teremos o Acordo de Paris contra a mudança climática entrando em vigor até o final de 2016″, disse David Nabarro, conselheiro especial de Ban Ki-moon para a Agenda de Desenvolvimento Sustentável 2030.

Para ser adotado, o acordo climático de Paris precisa ser ratificado por pelo menos 55 integrantes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança Climática, que representam no mínimo 55% das emissões globais.

Até agora, 27 países ratificaram
As autoridades disseram aos jornalistas presentes em Nova York na quinta-feira que até agora a ONU recebeu 27 ratificações cobrindo 39% das emissões globais, inclusive dos dois principais emissores de gases de efeito estufa do mundo: Estados Unidos e China.

O Brasil, cujo presidente Michel Temer assinou nesta semana a ratifação do acordo, prometeu entregar sua adesão formal à ONU na semana que vem, assim como o México.

Especialistas do Instituto de Recursos Mundiais calculam que, se todas as nações que anunciaram publicamente que irão se unir ao acordo neste ano cumprirem a promessa, ele pode ter início em 2016.

Se o pacto irá entrar em vigor antes mesmo da conferência climática anual da ONU no Marrocos em novembro ainda é algo incerto. Para isso, as metas teriam que ser cumpridas até 7 de outubro, já que o pacto só começa na prática 30 dias depois de elas terem sido alcançadas.

Se isso não acontecer até a reunião de Marrakesh, as primeiras conversas sobre a implementação do acordo de Paris acontecerão mais adiante em 2017.

Fonte: G1, disponível aqui.

França proíbe produtos descartáveis feitos de plástico

França proíbe produtos descartáveis feitos de plástico

Os fabricantes têm até 2020 para adequarem seus produtos a materiais de fontes biológicas e que podem ser compostados. | Foto: iStock by Getty Images

A França anunciou mais uma medida radical para reduzir seus níveis de poluição. A nação proibiu a fabricação de itens descartáveis feitos de plásticos, como os copinhos, pratinhos e talheres muito usados em festas. De acordo com a norma, os fabricantes têm até 2020 para adequarem seus produtos a materiais de fontes biológicas e que podem ser compostados.

A medida segue a política adotada também na proibição das sacolas plásticas, anunciada em julho deste ano. O fim dos descartáveis de plástico foi elogiado por ambientalistas, mas, assim como aconteceu em São Paulo durante a novela dos sacos plásticos, os órgãos de direito do consumidor argumentam que a decisão prejudica os consumidores e viola regras europeias de livre circulação de mercadorias.

A proposta veio do Partido Verde europeu e foi aprovada pelos legisladores franceses, conforme noticiado pela imprensa local. O objetivo é reduzir a poluição causada pelos resíduos plásticos e também minimizar os gastos energéticos provenientes do setor.

Segundo a agência AP, o movimento de ecologistas pediu que proibição já fosse válida a partir do próximo ano, mas alguns entraves dentro do próprio governo estenderam o prazo para que os fabricantes se adequem às novas normas.

Para que os materiais cheguem as prateleiras, eles deverão ter origem biológicas e têm que ser, obrigatoriamente, passível de descarte em uma composteira doméstica.

Fonte: CicloVivo, disponível aqui.

A torneira que gera eletricidade para casa por meio do movimento da água

A torneira que gera eletricidade para casa por meio do movimento da água

A tecnologia, batizada de ES Pipe Waterwheel, utiliza conceito parecido com o aproveitamento de energia cinética dos moinhos de água. A eletricidade fica armazenada em lâmpadas especiais e, quando carregadas, são utilizadas para iluminação da casa.

ES Pipe Waterwheel foi finalista no Prêmio IDEA 2012, uma das principais premiações de design do mundo. Além do benefício, é fácil de usar e instalar no encanamento já existente. Assista ao vídeo ilustrativo, abaixo!

Fonte: The Greenest Post, disponível aqui.

Brasil vai cumprir meta climática ‘com folga’, mas pode ir além, diz estudo

Gráfico mostra evolução das emissões brutas de gases de efeito estufa no Brasil entre 1990 e 2014  (Foto: Observatório do Clima)Gráfico mostra evolução das emissões brutas de gases de efeito estufa no Brasil entre 1990 e 2014 (Foto: Observatório do Clima)

O Brasil deve cumprir com folga as metas de redução das emissões de gases de efeito estufa para 2020 com base no ritmo atual de redução das emissões, segundo relatório do coletivo de ONGs Observatório do Clima divulgado nesta terça-feira (6). De acordo com a análise, o país poderia ter metas climáticas muito mais ambiciosas para 2030.

A meta determinada para 2020 seria reduzir no mínimo 36,1% de emissões em relação ao que emitiria caso nenhuma ação fosse tomada, o que corresponderia a uma emissão de cerca de 2 gigatoneladas de CO2. De acordo com o relatório, a emissão líquida projetada para 2020 é de 1,5 gigatoneladas de CO2, cumprindo com folga o objetivo.

A análise é baseada em dados do Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SEEG), do Observatório do Clima.

Além da meta
O Brasil apresentou suas metas climáticas à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) em setembro de 2015. Essas metas – chamadas Contribuições Nacionalmente Determinadas Pretendidas (INDC, na sigla em inglês) – consistem em reduzir as emissões de gases no Brasil em 43% até 2030, tendo como base o ano de 2005.

A meta foi baseada nos dados de emissão de 2005 disponíveis até então. Porém, posteriormente, houve uma revisão desses dados, mostrando que as emissões desse ano foram maiores do que se imaginava.

A questão que o Observatório do Clima propõe é: diante dessa revisão, o governo manterá a meta em porcentagem, o que resultaria em emissões muito maiores em 2030, ou se comprometeria com a meta em valor absoluto, ou seja, não ultrapassar uma emissão anual de 1,2 gigatoneladas em 2030?

Segundo a organização, seria possível não só manter o compromisso em valor absoluto, mas ir além chegando a uma emissão de 1 gigatonelada de CO2 em 2030.

O Acordo de Paris, assinado por 195 países que fazem parte da UNFCCC, determinou como objetivo limitar aumento da temperatura global a níveis bem abaixo de 2ºC, esforçando-se para não passar de 1,5ºC em relação a níveis pré-industriais.

Dados de emissão
Segundo o relatório, entre 1990 e 2014, as emissões de gases de efeito estufa no Brasil passaram de 1,62 para 1,85 gigatoneladas de CO2, tendo atingido um pico em 2004, quando houve emissão de 3,8 gigatoneladas de CO2.

A principal fonte de emissão de gases de efeito estufa continuam sendo as mudanças de uso da terra — principalmente o desmatamento da Amazônia.

Segundo o relatório, quando considerados somente agropecuária, energia, processos industriais e resíduos, pode-se observar um crescimento consistente das emissões por esses setores desde 1970 até 2014.

 Gráfico mostra emissões de gases de efeito estufa no Brasil, excluindo os dados de mudança de uso de solo e florestas, entre 1970 e 2014  (Foto: Observatório do Clima)Gráfico mostra emissões de gases de efeito estufa no Brasil, excluindo os dados de mudança de uso de solo e florestas, entre 1970 e 2014 (Foto: Observatório do Clima)

O pico de emissões em 2004 e a posterior redução de emissões devem-se, portanto, às variações em relação ao desmatamento.

No período de 1990 a 2014, as emissões por energia e resíduos apresentaram aumento de mais de 150%, processos industriais tiveram aumento de 96% e o setor agropecuário, de 47%.

Estados
São Paulo e Minas Gerais são os principais emissores do país quando não se leva em conta as emissões por desmatamento, seguidos por Rio Grande do Sul. Quando as emissões por desmatamento são consideradas, Pará ficou em primeiro lugar em emissões em 2014, seguido por Minas Gerais e Mato Grosso.

Fonte: G1, disponível aqui.

Conheça a escultura que produz até 4 bilhões de litros de água potável

© Fornecido por New adVentures, Lda.
Em Vancouver, no Canadá, uma ideia do escritório Khalili Engineers almeja um feito inédito. Um tubo gigante capaz de gerar mais de quatro bilhões de litros de água potável a partir da água do mar. A proposta foi apresentada para a “Land Art Generator Initiative” (LAGI) deste ano. O evento convida a comunidade a propor ideias que gerem energia limpa e/ou água potável para cidades específicas.

De acordo com a Gazeta do Povo, a escultura sugerida pelo escritório mistura arquitetura, design, arte e tecnologia. Painéis solares revestem toda a estrutura e fornecem energia para bombear água do mar para dentro de seus filtros. Lá dentro, um sistema eletromagnético fornece a dessalinização e a limpeza, separando sais e impurezas, e dando origem a cerca de 4,5 bilhões de litros de água potável que podem ser bombeados para a costa. Além da água potável, o sistema ainda é capaz de produzir água com 12% de salinidade, que pode ser usada em banhos termais e, posteriormente, redirecionada ao mar.

Não é somente para dessalinização da água que a estrutura servirá. A ideia do escritório é fazer do tubo também um lugar de contemplação, de onde seja possível aos visitantes admirar a paisagem em vistas panorâmicas. Os vencedores desta edição da “Land Art Generator Initiative” serão anunciados em outubro.

Fonte: MSN Notícias, disponível aqui.

Projeto transforma plástico de lixo eletrônico em coletores de energia solar

Projeto transforma plástico de lixo eletrônico em coletores de energia solar

Foto: FEAG Comunicação/Flickr

Com o objetivo de reduzir o volume de plástico, oriundo de aparelhos eletroeletrônicos e baratear o custo de painéis solares, a Instituição Social Ramacrisna, em parceria com a Una, Uni-BH, UFMG e CDI, lançam o Própolis – Projeto Polímeros para a Inclusão Social. A iniciativa, que conta com o apoio da Cemig e da Fapemig, unindo desta forma os setores público, privado e terceiro setor, conseguiu desenvolver coletores a partir destes polímeros, o que reduzirá consideravelmente os custos dos coletores, ampliando o acesso a este tipo de energia a mais camadas da sociedade.

Segundo Solange Bottaro, vice-presidente da Ramacrisna, o projeto PRÓPOLIS prevê um forte impacto nas comunidades onde irá atuar, uma vez que oportunizará a pró-atividade dos moradores através de ações de qualificação profissional, geração de emprego e renda, micro empreendedorismo, desenvolvimento de lideranças comunitárias e conscientização ambiental.

O público-alvo prioritário é formado por jovens sem experiência no mercado de trabalho que serão qualificados para atuar na confecção dos coletores solares, desde a coleta e separação dos resíduos eletroeletrônicos até a etapa final de fabricação. Essa sequência inclui o processo na preparação desse material, transformando-o em matéria-prima que, após composição adequada, extrusão e montagem produzirá o aquecedor final.

Com a tecnologia existente até o momento, esses painéis solares eram produzidos com cobre, o que onerava o valor final do produto. Através de pesquisas do Laboratório de Polímeros da UFMG, sob a coordenação da professora Maria Elisa Scarpelli, foram realizados diversos estudos para chegar à tecnologia ideal para o reaproveitamento dos resíduos plásticos.

Segundo Roberto Freitas, membro da equipe que participa do projeto e coordenador do grupo de Polímeros da UFMG, a maior importância da iniciativa é o fato dela conseguir aliar a questão ambiental, com a reciclagem dos polímeros, à questão econômica e social. “O objetivo final é que os participantes se apropriem da tecnologia, e passem a replicá-la, garantindo um processo autossustentável.”

Além do custo final, outra preocupação era que os protótipos também fossem leves. Segundo Elizabeth Pereira, professora e coordenadora do GEPEN, Grupo de Estudos e Pesquisas em Energia da UNA, instituição que faz a coordenação geral do projeto e o desenvolvimento dos protótipos, juntamente com o Uni-BH, “a importância da iniciativa está justamente no fato dele abranger toda a cadeia produtiva, desde a captação da matéria prima, passando pelo desenvolvimento da tecnologia e transferência deste conhecimento para as comunidades beneficiadas”.

O reaproveitamento do plástico dos eletroeletrônicos foi o ponto de partida para o desenvolvimento do projeto. A parte interna dos aparelhos tem mercado garantido para a reciclagem, mas o plástico, que gera maior volume de insumos, acabava sendo descartado. Por isso, o CDI Minas está capacitando catadores de lixo, jovens carentes e demais interessados a separar os materiais. Os participantes podem repassar o conhecimento e todos acabam ganhando, gerando mais trabalho e renda.

Busca de recursos para construir a fábrica

A construção e administração da fábrica para a produção dos coletores ficará a cargo da Ramacrisna em razão da larga experiência na gestão de projetos de autossustentabilidade. Para o levantamento dos recursos, a instituição realiza, entre os dias 05/08 e 30/09 uma campanha através da plataforma Kickante. Para doar, basta clicar aqui.

Fonte: CicloVivo, disponível aqui.

Lagos azuis espetaculares estão invadindo a Antártida, e isso não é um bom sinal

© Reprodução
Alguma coisa estranha está acontecendo em um dos lugares mais gelados do planeta Terra. Lagos azuis deslumbrantes estão surgindo como flores silvestres de verão no topo da camada de gelo Langhovde na Antártida. E isso está preocupando cientistas – eles jamais viram esses lagos anteriormente.

“Lagos supraglaciais” – lagoas de água derretida que se formam conforme o ar quente de verão aquece a superfície de uma camada de gelo – vem se espalhando pela Groenlândia há anos. Eles são tanto sinais do aquecimento global como a causa do colapso das camadas de gelo: conforme a água derretida dos lagos é drenada para um gelo subjacente, a fundação da camada de gelo é lubrificada, o que enfraquece e faz ela ceder. Isso é uma das coisas que faz com que a Groenlândia esteja derretendo em uma taxa acelerada – foram trilhões de toneladas derretidas entre 2011 e 2014.

Agora esses lagos começaram a aparecer na outra extremidade do planeta, ameaçando uma camada de gelo que enfrentou uma relativa estabilidade em comparação com a vizinha aquecida do norte. Um novo estudo publicado na Geophysical Research Letters usou dados meteorológicos e de satélite para construir o primeiro registro de longo prazo das lagoas de água derretida ao redor da Antártida Oriental. De acordo com a análise dos autores, quase 8.000 lagos azuis apareceram na geleira Langhovde durante os verões entre 2000 e 2013.

Como na Groenlândia, muitos desses lagos efêmeros parecem estar vazando esse conteúdo para o gelo subjacente. É a primeira vez que esse comportamento foi observado na Antártida Oriental, um lugar que o coautor do estudo Stewart Jamieson descreve como “a parte do continente na qual as pessoas há muito tempo dizem que está relativamente estável, não há mudanças grandes, está muito, muito frio.”

A presença dos lagos está, não surpreendentemente, ligada diretamente à temperatura, com o maior número de lagos sendo formados no verão quente de 2012-13.

É um pouco cedo para dizer se esses verões quentes na Antártida Oriental vão significar algum tipo de problema a longo prazo. “Não achamos que os lagos na geleira Langhovde estão atualmente afetando a geleira, mas é importante monitorá-los no futuro para ver como eles evoluem com as mudanças na temperatura do ar da superfície,” disse uma das autoras do estudo, Emily Langley, ao Gizmodo.

A perspectiva do surgimento da lagos novos e maiores é preocupante, considerando que a Antártida tem muito mais gelo do que a Groenlândia, o suficiente para aumentar os níveis globais do mar em algumas centenas de metros se tudo derreter. Estudos recentes sugerem que parte dessa fortaleza de gelo – particularmente a camada de gelo da Antártida Ocidental – podem ser mais sensíveis a alguns graus de aquecimento do que se acreditava.

Foto de topo: Lagos na geleira Langhovde. Imagem de satélite viaDigitalGlobe, Inc.

Fonte: MSN Notícias, disponível aqui.